DIRETO AO PONTO

Terça-feira, Junho 05, 2007

DIREITO DE IMPRENSA

O assunto - pertinente - do momento é a tão preservada liberdade de imprensa. Isto em virtude dos recentes acontecimentos na Venezuela, onde Hugo Chavez não renovou a concessão do maior canal televisivo daquele país.
Muitos são aqueles que vêm sistematicamente atacando Hugo Chavez pelo simples argumento da liberdade de imprensa.
Veja, não entrarei no mérito dos motivos de Chavez para tal atitude. Acredito piamente que este deva ter seu embasamento para o feito, aliás, tudo que é feito, o é em decorrência de um motivo, até mesmo Hitler teve seus motivos para atacar os judeus. Não estou aqui para decorrer sobre os mesmos, tão pouco estou justificando-os, minha intenção não é fazer o papel de advogado de um ou de outro, o meu ponto aqui é a famigerada liberdade de imprensa.
A imprensa nunca teve tamanha relevância quanto a que tem nos presentes dias. Tenho para mim que o conceito de imprensa engloba não só os telejornais, jornais impressos, revistas, documentários televisivos, engloba também os "programas de fofoca", as "revistas de fofoca" e todo o demais que tornou a "fofoca" uma industria muito rentável.
Nos presentes tempos, em que os livros foram, num geral, deixados de lado e que o sinal de qualquer rede aberta de televisão chega nos mais remotos pontos do país, a televisão tomou para si o papel de principal formador de opinião de nossa sociedade.
Todavia pergunto: será mesmo formadora de opinião? Ou será "impositora" de - sua própria e que lhe convém - opinião?
Tenho por costume gracejar com os meus mais íntimos, que a televisão aberta tem hoje cumprido o único papel de atrofiar nossos cérebros. Portanto, vez que atrofia, não tem nos estimulado a usá-lo (pensar), consequentemente se não pensamos não temos capacidade de ponderar sobre a conjuntura e tirar nossas conclusões sobre nada.
Refiro-me aqui à televisão aberta, mas serve para a imprensa escrita, falada (rádios), a internet e todos os demais que chegam aos nossos olhos vidrados de zumbis, pois é isso que somos, zumbis.
A distorção dos conceitos de liberdade tornou-a mais do que qualquer outra coisa em libertinagem.
Quantas não são as notícias dadas no dia-a-dia que atendem somente a interesses mesquinhos, que intentam nos fazer "pensar" de [pré] determinada maneira.
Infelizmente são poucos, exceção absoluta, que procuram nos livros ou em qualquer outra fonte, subsídios para aprender sobre determinados fatos, acontecimentos, situações, etc., e com isso, ter sua própria concepção de mundo, do hoje, de nossa sociedade.
Na atualidade tudo nos é dado sem que façamos um mínimo de esforço cerebral.
A imprensa hoje se preocupa somente em denunciar, fofocar, denunciar e fofocar.
Raras são as exceções, seja em qualquer lugar da imprensa, que nos leva ao tão esquecido "parar para pensar", a filosofar mesmo sobre qualquer que seja o assunto pertinente, pois a vida alheia, não é mais nada do que isso, alheia, não minha.

postado por: DP 10:29 PM
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Maio 2007